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Alimentos processados são feitos para cérebros processados.

salsicha

Atire a primeira pedra quem não gosta de salsicha. Sejamos francos: de qualquer embutido.

Dez por cento de eufemismo e noventa daquela aula de química que todo mundo matou. O eufemismo fica por conta do “carnes mecanicamente separadas”. As aulas, pela quantidade de “aditivos’ químicos adicionados para dar cor, sabor, cheiro, textura e que ninguém sabe o que significa… Ou seja, para dar aos sentidos humanos tudo o que ele precisa para apreciar embutidos. E comprar… E dar para as crianças que detestam espinafre, rúcula, abóbora, couve, chuchu, bife de fígado, cenoura, beterraba, alface, agrião… Não cabe, aqui, a quantidade de coisas que não trocaria a minha salsicha por elas…

Podem perguntar: o que tudo isso tem a ver com o meio ambiente? Como diria a grande defensora dos embutidos, “tudo a ver”!

Embutidos industrializados são a antítese da “filosofia” natural de viver.

Embutidos industrializados são a forma rápida de se alimentar. A natureza não privilegia o tempo como forma de se alimentar.

Embutidos industrializados são a forma, por excelência, do consumismo. A natureza privilegia a existência da vida. A natureza supre a necessidade, humanos a vontade criada pela propaganda.

Gostar e consumir embutidos industrializados, na realidade, é ser um ser que foi formado para aceitar com naturalidade que a destruição da natureza é algo natural.

Considerando a dita melhor técnica de escrever, a frase anterior é péssima, mas diz tudo.

Ela quer dizer, no fundo, que nossos cérebros também são processados. E processados para processar os cérebros dos nossos filhos.

E assim processamos nossos filhos para que se alimentem de embutidos industrializados. E para terem uma vida pensando que destruir a natureza é a mesma coisa que comer uma salsicha…